| Neste ano, as expectativas são de temperaturas mais baixas no inverno. Por isso, as vendas de aquecedores já registram expansão desde maio. Importadoras e varejistas têm expectativas distintas sobre o resultado das vendas até o fim de julho ante igual período do ano passado. As projeções de aumento variam de 10% a 50%.
Além do frio, o incremento do poder aquisitivo da população estimulou algumas empresas a adotarem modelos especiais de aparelhos para a classe C. É o caso da Arno. A empresa espera elevação de 10% nas vendas neste inverno em comparação com igual período do ano passado.
O gerente de produtos da Arno, Joaquim Alfani, explica que há aumento de oferta do produto e que ela está acontecendo para atender os novos consumidores da classe C, interessados em oferecer mais conforto para os integrantes de suas famílias.
O modelo Sprinto Silêncio é voltado especialmente para esse público. Ele oferece um dispositivo de silêncio, que é o principal diferencial em relação a outros modelos.
Segundo o executivo, o item representa de 60% a 65% das vendas em todo o País durante os meses de inverno.
Atualmente, 95% das vendas dos aquecedores da Arno estão concentradas nas regiões Sudeste e Sul.
Parceiros – O grupo Bosch espera elevação de 50% em suas vendas neste inverno, em comparação com o anterior. Os aquecedores são produzidos em diversas fábricas da empresa ou por parceiros homologados. Para o mercado brasileiro, há a oferta de dois modelos voltados para ambientes individuais, o F150 e o F170.
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Apesar do aumento expressivo nas vendas, a empresa está preparada para atender a demanda. A gerente da unidade de termotecnologia da Bosch, Emília Cabral, afirma que a empresa investiu na antecipação da manufatura desses itens para garantir a entrega de acordo com o aumento da demanda por parte do varejo e do consumidor final.
De acordo com a gerente, no mês de março as vendas registradas já estavam quatro vezes superiores às projeções iniciais. E acrescenta que, apesar do avanço nas vendas, o mercado brasileiro ainda é pequeno em comparação com o europeu.
Por isso, espera que ocorra avanço e planeja incrementar sua estrutura no País no médio prazo.
Climatizador – A Consul oferece um climatizador de ar que aumenta em até cinco graus a temperatura ambiente. Ele conta com a vantagem de umidificar o ambiente enquanto o aquece. O produto, fabricado no exterior, é oferecido em dois modelos. O que apenas resfria e umidifica e o que oferece as duas funções, além de aquecer.
O gerente-geral de marketing e tratamento de ar, Fernando Yunes, diz que não houve variação nos preços em relação ao ano passado. Segundo ele, esse é um mercado que está sempre em expansão, estimulado primeiro pelo recente aumento do poder aquisitivo da população.
E, segundo, porque aproximadamente 40% dos brasileiros apresentam algum tipo de problema respiratório, e os aparelhos com umidificador ajudam a minimizar esse tipo de desconforto.
Varejo – A rede Ponto Frio, que pertence ao Grupo Pão de Açúcar, está bastante otimista quanto às vendas de aquecedores neste ano. Na avaliação do diretor-comercial da varejista, Roberto Rangel, a expectativa é de alta de 45% na comercialização desses itens frente ao resultado alcançado no ano passado.
A performance positiva, se confirmada, será reflexo ainda de uma preparação antecipada e negociação de volumes expressivos com a indústria.
Rangel cita que, além desses produtos, a comercialização de secadoras e centrífugas também deverá avançar 30% neste inverno, bem como lavadoras, cafeteiras e sanduicheiras (25%), entre outros.
Fonte: Diário do Comércio
http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?id=47465
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